segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Destaque da seleção, judoca Rafaela Silva é cortada do Mundial júnior

Confederação decide desligar a carioca da equipe por indisciplina

    Um dos principais nomes do judô brasileiro na categoria júnior, Rafaela Silva foi cortada da seleção que disputará o Campeonato Mundial Sub 20, em Marrocos. Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) afirmou que a atleta da categoria até 57kg, que neste sábado foi apresentada pelo Fluminense, foi desligada do grupo por ter "deixado a concentração sem autorização e sem comunicar a comissão técnica".    A competição será realizada de 21 a 24 de outubro.

Rafaela Silva (à esquerda) foi cortada da seleção
brasileira (Foto: Rafael Mósca / Divulgação)
    Após uma reunião envolvendo um colegiado formado pelo presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira, o coordenador técnico da base, Luiz Romariz, o coordenador técnico internacional da CBJ, Ney Wilson, e os treinadores Douglas Vieir a, Henrique Guimarães e Rosicleia Campos, foi decidido, de forma unânime, o desligamento da atleta da delegação - disse a nota.
    Em 2008, Rafaela Silva se destacou no esporte ao garantir a medalha de ouro no Mundial júnior em Bancoc, na Tailândia. A atleta carioca foi revelada pelo "Instituto Reação", projeto social criado e liderado pelo judoca Flávio Canto.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Campeonato Paulistano Qualificação para Inter-Delegacias 2010

Vai até dia 03/11/2010 as inscrições para Campeonato Paulistano Qualificação para Inter-Delegacias 2010 na Secretaria da FPJ - fax: 3673-0497 - email: dellasanta@uol.com.br.


Taxa de participação é de R$ 20,00 (vinte reais) que seram pagos na pasagem, a tada e local da competição e da pasagem seguem abaixo.

Data: 06 de Novembro de 2010 (sádado)
Local: Clube de campo Associação Atlética Guapira.
Rua D.r José Camargo Aranha, 376 - Jardim Guapira - São Paulo - SP.

Programação e regulamento clique aqui.

Felipe Kitadai conquista o ouro no Mundial de judô

O brasileiro Felipe Kitadai venceu o judoca sul-coreano Won-Jim Kim por ippon e conquistou neste sábado a medalha de ouro na categoria até 60kg na Copa do Mundo de judô, que está sendo disputado em Roma (Itália).
Antes de chegar à final, Kitadai conseguiu derrotar o japonês Tadahiro Nomura, único tricampeão olímpico da história do judô.
Na mesma categoria, Breno Alves conquistou a medalha de bronze. Já Bruno Mendonça ficou com a prata na categoria leve.
No feminino, que está sendo disputado em Birmingham, na Inglaterra, a judoca Taciana Lima ficou com a prata no ligeiro e a meio-médio Camila Minakawa conquistou o bronze.
Danielli Yuri Barbosa, Alex Pombo e Luiz Revite também competiram, mas não conseguiram medalhas. Os torneios valem pontos no ranking para a classificação aos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.    

Gaúchas faturam o bicampeonato no Grand Prix de Judô

A equipe feminina do Oi/Sogipa conquistou neste domingo o bicampeonato no Grand Prix nacional de Judô, em Porto Alegre. As gaúchas venceram a Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro, por 4 a 1 na decisão e fecharam a competição com 100% de aproveitamento em cinco duelos.
As responsáveis pelos triunfos na grande final foram Yadini Amaris, Márcia Vieira, Rochele Nunes e Taciana Lima. Antes, a equipe já havia levado a melhor sobre Associação Rogério Sampaio, Flamengo e São Caetano na primeira fase. Na semifinal, a vítima foi o Minas Tênis Clube, que conta com a medalhista olímpica Ketleyn Quadros.
Na próxima sexta-feira, terá início o Grand Prix masculino, que será realizado em Salvador, na Bahia.
Veja a classificação completa do Grand Prix feminino:
1º - Oi/Sogipa (RS)
2º - Universidade Castelo Branco (RJ)
3º - Minas Tênis Clube (MG)
4º - São Caetano (SP)
5º - Associação Rogério Sampaio (SP)
6º - Flamengo (RJ)
7º - Pinheiros (SP)
8º - Unisul (SC)

Flávio Canto e judocas do Reação vão defender as cores do Fluminense

Clube fecha parceria para tentar resgatar identidade com esportes olímpicos

O judoca Flávio Canto e alguns dos atletas de seu instituto, o Reação, vão defender as cores do Fluminense. O clube quer aproveitar as Olimpíadas Rio-2016 para resgatar sua identidade com os esportes olímpicos. A apresentação da equipe será neste sábado, na sede do Tricolor, no Rio de Janeiro. Os treinos, no entanto, continuarão no Reação.

Flávio Canto fecha parceria com o Flu
(Foto: Daniel Zappe / FOTOCOM.NET)
  Além de Canto, bronze nos Jogos de Atenas-2004, farão parte da equipe outros judocas de ponta, como Leonardo Leite (-100kg) - tricampeão Pan-Americano -, Rafaela Silva (-57kg) - campeã Mundial Júnior -, Raquel Silva (-52kg) - bicampeã Pan-Americana - e Adriano Araújo (-66kg) - bronze no Brasileiro Sub-23 em 2010.

- É um sonho poder associar duas grandes paixões: o Reação e o Fluminense. Neste início, começamos com alguns dos principais nomes do Instituto Reação, porém mais adiante a ideia é aumentar o projeto e estender a parceria a mais atletas. Nesta década olímpica do esporte brasileiro é um desafio e uma grande honra contribuir de alguma forma para o fortalecimento do esporte olímpico do clube se tornando uma das importantes potências olímpicas do país - disse.

Rafaella Silva está animada com a parceria. A partir do dia 21, ela tentará o bicampeonato mundial júnior, no Marrocos.

- Já até comprei a camisa do Fluminense - disse.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Brasileiros festejam nova regra, mas veem Japão em vantagem

Para Tiago Camilo, o tempo que falta até a próxima Olimpíada permitirá um equilíbrio entre os países
Foto: Washington Alves/FOTOCOM.NET/Divulgação
   A proibição às catadas de perna imposta pela Federação Internacional de Judô (FIJ) desde o final do ano passado beneficiou o Brasil, mas foi ainda melhor para o Japão. Esta é a opinião dos judocas que disputaram o Mundial de Tóquio e retornaram ao Brasil na manhã da última terça-feira.

   "As meninas na Europa são muito fortes, principalmente nos golpes de perna. Então, o judô brasileiro e o japonês se deram muito bem, pois são mais técnicos e de mais movimentação. Deu uma melhorada para a gente e ficou menos perigoso", disse Sarah Menezes, medalha de bronze na categoria ligeiro.
   A situação fica clara no quadro de medalhas do Mundial do Japão. Com dez medalhas de ouro, quatro de prata e nove de bronze, os donos da casa lideraram com larga vantagem em relação aos franceses (2-1-3). Já o Brasil, que passou em branco na edição de 2009 do torneio, ficou em sétimo (0-3-1).

   "Os japoneses estão na frente, mas ainda tem dois anos para a Olimpíada e vai equilibrar. Certamente, nós e os europeus também vamos crescer. Sem dúvida, vai ser muito competitivo. É bom elevar o nível e também melhorou para a TV, porque ficou mais plástico", disse Tiago Camilo, que sofreu uma lesão e terminou no sétimo lugar entre os médios.

   Com apenas 19 anos, a meio-pesado Mayra Aguiar não encontrou maiores dificuldades para se adaptar e aprovou a regra. No entanto, assim como Camilo, ela vê os japoneses em franca vantagem. "Tem gente que fica viciado (nas catadas) e não tem como parar, mas eu gostei. O judô japonês é praticamente em pé e para eles foi ótimo", disse.

   Na medida em que o judô brasileiro tem forte influência do japonês, Leandro Cunha se viu beneficiado. "A gente vêm de um berço muito parecido. Eu já tinha essa característica do judô japonês. Deu para provar que o Brasil tem força para ganhar medalha e eu provei na minha categoria (meio-leve)", afirmou o judoca, medalha de prata em Tóquio.

   O novo regulamento também garante a inscrição de até dois lutadores do mesmo país por categoria. A regra permitiu que Leandro Guilheiro vencesse o compatriota Flávio Canto no caminho para a medalha de prata na categoria meio-médio, o que, na opinião de Cunha, aumenta o nível do torneio.

   "Agora, são dois japoneses, dois coreanos... Ficou muito mais disputado. A chave tem 80 adversários, você precisa de resistência e força para fazer seis lutas até o final. É muito desgastante. Eu estou cansado até agora", disse o judoca em seu retorno ao Brasil. 

Brasil passa em branco pelo último dia do Mundial de judô, em Tóquio

Donos da casa, japoneses somam dez ouros e vencem competição

  A equipe brasileira de judô não conquistou nenhuma medalha no último dia do Mundial, no Japão, marcado pelas lutas na categoria absoluto. Os três brasileiros que estavam na disputa foram eliminados ainda na fase inicial, nesta segunda-feira.
  Rafael Silva e Luciano Correa foram eliminados logo na primeira rodada, respectivamente por estoniano Martin Padar (yuko) e pelo uzbeque Ramziddin Sayidov (ippon). Walter Santos chegou a vencer a primeira luta contra Aminjon Chonov, do Tadjiquistão, por ippon, mas caiu logo em seguida diante do sul-coreano Hee-Tae Hwang, por yuko.


Revoltado com a prata, francês abandona pódio,
mas depois é orientado a voltar (Foto: EFE)
  O título ficou com o japonês Daiki Kamikawa, que derrotou na final o francês Teddy Riner, tricampeão mundial no peso pesado. Apontado como favorito, Riner ficou revoltado com a derrota e saiu do pódio antes mesmo do fim da premiação. No feminino, o Japão também levou a melhor com a vitória de Mika Sugimoto.
  Com dez ouros, quatro pratas e nove bronzes, os japoneses foram os vencedores do Mundial. A França ficou em segundo lugar, com dois ouros, uma prata e três bronzes. O Brasil, com três pratas e um bronze, ficou em sétimo lugar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

III FESTIVAL DE JUDÔ 110 ANOS DA ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA

A Associação Atlética Ponte Preta, juntamente com a XV Delegacia Regional realizará no dia 19/09/2010, o "III Festival de Judô da Associação Atlética Ponte Preta".

  O evento será realizado em suas dependências na Rua Artur Teixeira de Camargo, 201 - Jd. das Paineiras - Campinas - SP.

Clique aqui para ver o mapa com ponto de saída da Bosch.

Clique aqui para ver o regulamento.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sem medalhas no absoluto, Brasil encerra Mundial em sétimo

O Brasil, de Leandro Guilheiro (esq), fecha a competição com três pratas e um bronze Foto: AFP
   O último dia do Mundial de Judô, no Japão, foi marcado pelas disputas na categoria absoluto, onde não há limite de peso. Três brasileiros pisaram no tatame, mas apenas Walter Santos conseguiu um triunfo nesta segunda-feira.
   Na estreia, o pesado Walter bateu Aminjon Chonov, do Tadjiquistão, por ippon. Ele, porém, caiu logo na sequência diante o sul-coreano Hee-Tae Hwang pela diferença de um yuko.
    Já Rafael Silva e Luciano Correa foram eliminados logo na primeira rodada, respectivamente por estoniano Martin Padar (yuko) e pelo uzbeque Ramziddin Sayidov (ippon).
    Atuando em casa, os nipônicos foram os grandes vencedores do Mundial, com dez ouros, quatro pratas e nove bronzes. Em segundo lugar, apareceu a França, com dois outros, uma prata e três bronzes. O Brasil, com três pratas e um bronze, ficou em sétimo lugar.
   As medalhas brasileiras foram conquistadas por Mayra Aguiar (meio-pesado), Leandro Cunha (meio-leve) e Leandro Guilheiro (meio-médio), todos derrotados na final, e Sarah Menezes, que foi a terceira colocada no peso ligeiro. 

Leandro Cunha leva a prata, e Sarah Menezes é bronze no Mundial de judô

Brasil conquista duas medalhas no quarto dia de disputas em Tóquio

  O ouro ainda não veio. Mas, no quarto dia de disputas no Mundial de Tóquio, o Brasil conquistou mais duas medalhas em Tóquio. No meio-leve, Leandro Cunha caiu na final e ficou com a prata. No ligeiro, Sarah Menezes ficou com o bronze. No total, o Brasil já soma quatro medalhas na competição.
Antes, o Brasil já havia conquistado duas medalhas em Tóquio. Nos dois primeiros dias de Mundial, Mayra Aguiar (78kg) e Leandro Guilheiro (81kg) haviam conquistado medalhas de prata.
Leandro começou o dia com vitórias sobre o indiano Sanju Irom e o japonês Masashi Ebinuma. Depois, passou por Mathews Punza, da Zâmbia, e sobre o uzbeque Mirzhaid Farmonov. Na semifinal, passou pelo espanhol Sugoi Uriarte. Na final, porém, ele caiu por ippon para o japonês Junpei Morishita.



Cunha na derrota na final (Foto: Reuters)
  Já Sarah Menezes passou pela indiana Khumujam Tombi Devi na estreia e pela mexicana Edna Camilo nas oitavas. Depois, venceu a chinesa Jung-Yeon Chung nas quartas, conquistando vaga na semifinal.
Na sequência, ela caiu para a japonesa Tomoko Fumuki, campeã mundial em 2009. Na disputa pelo bronze, Sarah derrotou a francesa Frederique Jossinet, de 35 anos. Esta já é a melhor participação feminina do Brasil em Mundiais. Antes das conquistas em Tóquio, o judô feminino brasileiro só havia conquistado medalhas de bronze em mundiais. Edinanci Silva terminou em terceiro em 1997 e 2003, e Danielle Zangrando em 1995.
Além deles, Felipe Kitadai e Erika Miranda entraram no tatame neste domingo. O brasileiro começou bem, com uma vitória sobre Yat Hei Chan, de Hong Kong, mas perdeu em seguida para o austríaco Ludwig Paischer. Já a judoca terminou na quinta colocação, após perder por um wazari para a russa Natalia Kuzyutina.



Sarah na disputa pela medalha de bronze (Foto: Reuters)


Frustrado, Guilheiro lamenta: 'É triste ter morrido na praia. Queria o ouro'

Judoca medalhista olímpico prefere adiar comemoração pela conquista da prata no Japão, seu primeiro pódio em um Campeonato Mundial

  Leandro Guilheiro não conseguia esconder a frustração. Não teve força para sorrir nem na hora de posar com a medalha de prata. A derrota no golden score para o coreano Jae-Bum Kim na final do Mundial do Japão doeu como um golpe forte. Fez o judoca esquecer que era sua primeira conquista em mundiais.
- Num dia em que eu fiz sete lutas, é triste ter morrido na praia. Queria o ouro. Hoje estou chateado, mas com o passar do tempo vou ver que essa medalha é uma conquista realmente importante e que coroou uma boa temporada.
O coreano Kim é o atual vice-campeão olímpico e bronze mundial da meio-médio. Leandro, que subiu para a categoria em outubro de 2009, vinha embalado. Conquistou seis medalhas em sete competições do Circuito Mundial e passou à terceira colocação no ranking.


Guilheiro é amparado após a final (Foto: EFE)
  Dono de dois bronzes olímpicos na peso leve (73kg) – Atenas-2004 e Pequim-2008 -, Leandro disputava um Mundial pela quarta vez.
- Não só eu, mas todo mundo me cobrava uma medalha em campeonatos mundiais. Já tive resultado em tudo o que é evento e faltava essa - disse o brasileiro.
A medalha de Guilheiro foi a segunda do Brasil no Mundial de Tóquio. Mayra Aguiar foi prata na categoria -78kg.


Guilheiro (esq.) no pódio em Tóquio (Foto: AFP)


Tiago Camilo é submetido a exames em Tóquio e terá que parar por 30 dias

Judoca sofreu uma lesão na virilha durante quarta luta no Mundial

   Depois de ser obrigado a abandonar o Mundial do Japão, Tiago Camilo foi levado a um hospital de Tóquio, submetido a exames e terá que ficar 30 dias longe dos tatames. Ele sofreu uma lesão na região da virilha durante a quarta luta, quando foi derrotado pelo grego Ilias Iliadis.
  Tiago foi avaliado e medicado após a derrota e voltou ao tatame para a repescagem, contra o russo Kirill Denisov. As dores, porém, voltaram. A árbitra centra socilitou a presença do médico e eliminou o brasileiro. Terminou em sétimo.

Guilheiro conquista a segunda prata do Brasil no Mundial do Japão

Depois de vencer Canto nas semifinais, judoca consegue sua primeira medalha em mundiais. Com problemas gástricos, Tiago Camilo termina em sétimo
 
  Bronze nas Olimpíadas de Atenas-2004 e Pequim-2008, Leandro Guilheiro não sabia o que era subir ao pódio de um Campeonato Mundial. Nesta sexta-feira, em Tóquio, fez sete lutas e ganhou o direito de pôr no peito a prata da categoria até 81kg, repetindo a façanha deMayra Aguiar na -78kg. Depois de vencer o duelo verde-amarelo contra Flávio Canto nas semifinais, ele perdeu para o coreano Jae-Bum Kim no golden score. Viu o ouro escapar por pouco e saiu do tatame cabisbaixo.
  Tiago Camilo, que em 2007 foi campeão na -81kg e hoje compete na - 90kg, teve problemas gástricos e terminou na sétima colocação, após perder para o russo Denisov. Hugo Pessanha, que compete na mesma categoria, parou na segunda rodada ao cair diante do francês Romain Buffet.
Leandro Guilheiro (à esquerda) no pódio do Mundial de judô (Foto: AFP)

  Guilheiro fez cinco lutas até as semifinais. No confronto com o também medalhista olímpico de Atenas 2004, a delegação brasileira, da arquibancada, aplaudia. Neste ano, pela primeira vez, os países puderam levar dois representantes em cada categoria.

  Após ser derrotado, Canto abraçou Guilheiro e passou a torcer pelo amigo. Sentou-se na arquibancada e viu a decisão do ouro.

- Pega você primeiro, Leandro! - gritava.

  Guilheiro perdeu para o coreano Kim, vice-campeão olímpico, por um wazari, no golden score. Pôs no peito, pela primeira vez, uma medalha mundial.
  O brasileiro mudou de categoria depois do Mundial de 2009, em Roterdã. Desde que passou do - 73kg para - 81kg, o santista só não ganhou medalha em uma competição: o Grand Slam de Moscou. Foi bronze no Grand Slam de Tóquio, ouro no Grand Slam de Paris, prata no Grand Prix de Tunis, bronze no Grand Slam do Rio de Janeiro e ouro na Copa do Mundo de São Paulo.

Kim dá golpe em Guilheiro (Foto: EFE)

Judoca Mayra Aguiar conquista inédita medalha de prata no Mundial

Atleta de apenas 19 anos garante a melhor colocação do país no feminino

  Mayra Aguiar, de apenas 19 anos, foi a grata surpresa brasileira no primeiro dia do Mundial de Judô, disputado no Japão, conquistando para o Brasil a inédita medalha de prata, na categoria -78kg. Na final, ela perdeu o ouro para a americana Kayla Harrison.
  Até então, o judô feminino brasileiro só havia conquistado medalhas de bronze em mundiais. Edinanci Silva terminou em terceiro em 1997 e 2003, e Danielle Zangrando em 1995.
  Para chegar à decisão, Mayra derrotou primeiro a sul-coreana Gyeong-Mi Jeong por yuko. Depois passou por ippon (hansokumake) pela cubana Yalennis Castillo, e com outro ippon eliminou a chinesa Xiuli Yang. Na semifinal, a brasileira derrotou a alemã Heide Wollert, com outro ippon.

Mayra Aguiar garante prata inédita (Foto: EFE)
Outra brasileira a lutar nesta quinta-feira no Japão foi Maria Suellen Altheman, que não teve a mesma sorte de Mayra. Ela foi derrotada logo na primeira luta, por ippon (hansokumake), pela japonesa Maki Tsukada, na categoria +78kg.
  No masculino, Rafael Silva terminou com a quinta colocação na categoria +100kg, ao perder a disputa pela medalha de bronze, por ippon, para o francês Matthieu Battaile. Antes, ele havia vencido na repescagem o georgiano Lasha Gujejiani, por waza-ari, no golden score. Depois de vencer duas lutas, Rafael perdeu para o francês Teddy Riner e foi para a repescagem. Na mesma categoria, Walter Santos foi eliminado logo na estreia pelo ucraniano Stanislav Bondarenko.

Mayra Aguiar (à esquerda) com medalha de prata no Mundial de judô (Foto: EFE)

Com chances 'dobradas', judô brasileiro espera Mundial mais duro

Como em todas as mudanças, há os prós e os contras. A comemorar, será a primeira vez que dois judocas brasileiros de uma mesma faixa de peso poderão disputar o Mundial. O problema é que isso também acontece no lado de todas as outras seleções, o que promete fazer da competição no Japão, entre os dias 9 e 13 de setembro, a mais difícil dos últimos anos.

  Após um Mundial sem medalhas na Holanda, no ano passado, o fato é que o Brasil embarca para o país asiático com o dobro de chances de conquistas em três categorias, todas masculinas: -81kg (Leandro Guilheiro e Flávio Canto), -90kg (Tiago Camilo e Hugo Pessanha) e +100kg (Walter Santos e Rafael Silva). Na noite desta quarta-feira, a seleção brasileira fez seu último treino completa antes do embarque para o Mundial, no dia 28 de agosto – as exceções foram Bruno Mendonça e Walter, que estão a serviço das Forças Armadas.


Judô Flavio Canto
Tiago Camilo, Flávio Canto, Hugo Pessanha e Leandro Guilheiro (Foto: João Gabriel/ Globoesporte.com)
  O coordenador da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson, explica que só foram chamadas “duplas” quando realmente dois judocas estavam bem colocados no ranking, o que não acontece entre as mulheres. Para Flávio Canto, a dificuldade vai ser ainda maior:

- No Mundial, não vão ter apenas dois brasileiros. Vão ter dois russos, dois franceses... Provavelmente, vai ser o Mundial mais cheio e o mais difícil.

  Tiago Camilo, ouro na edição de 2007, no Rio de Janeiro, acredita que a mudança nas regras da Federação Internacional de Judô (IFJ) facilita a chegada de um judoca brasileiro em boas condições aos Jogos de Londres. Um ouro no Mundial dá a maior pontuação possível no ranking olímpico.

- Acho que isso é muito bom. Se eu ficar pelo caminho até as Olimpíadas, algum outro judoca do Brasil pode dar continuidade. O Brasil sempre teve grandes judocas. E isso possibilita que a gente chegue bem nos Jogos.


Amigos disputam vaga nas Olimpíadas de 2012


  Leandro Guilheiro, vice-líder do ranking, e Flávio Canto, oitavo na lista, vivem uma situação especial. Muito amigos fora do tatame, os dois disputam uma vaga nos Jogos de Londres na mesma categoria. Se a regra não tivesse sido alterada, a primeira vez que um deles ficaria fora de uma competição importante seria agora, no Japão. A hora da decisão, então, foi adiada para mais tarde.

- Eu acho mais justo, por causa do ranqueamento. O Brasil pode ter até três judocas bem em cada categoria.   Podendo levar dois para o Mundial, é mais justo. Mas o tempo nos ensina a dar mais valor a outras coisas. Adoro o judô, mas outras coisas também são importantes. O Flávio, por ser um pouco mais velho que eu, deve parar um pouco antes de mim. Mas a vida continua. Ainda devemos viver mais uns 50 anos. Seria muito pouco estragar a amizade por causa da disputa – afirmou Guilheiro.

  Com a ida dos dois para o Japão, cresce também a possibilidade de um encontro inédito entre eles no tatame. No entanto, Canto só quer ver o amigo se for em uma possível final.

- Seria gostoso. Qualquer outra situação seria ruim. Não gosto de lutar contra um amigo. Prefiro não lutar.

  Mas em uma final seria uma situação diferente, os dois buscando uma medalha inédita. O Leandro é um dos meus melhores amigos, inclusive fora do judô. Temos os mesmos objetivos. Se um for em frente, o outro vai estar do lado de fora torcendo – garantiu Canto.

 Outro que também vai com um companheiro de categoria para o Japão é Hugo Pessanha. Em ótima fase, o judoca de 24 anos vive a expectativa de disputar o seu primeiro Mundial. E terá a companhia de um dos atletas mais vitoriosos do esporte no país, Tiago Camilo.

- Eu acho muito legal. Não é qualquer categoria que tem dois judocas tão bem ranqueados. Se acontecer de encontrar com ele em uma luta, que vença o melhor. Todos têm chances. Acho que tenho que fazer o meu dever de casa, me manter bem ranqueado. Não sei torcer contra os outros, mas fazer a minha parte e deixar a CBJ decidir.